TERCEIRIZAÇÕES QUE ESTÃO ACABANDO COM A SAÚDE DA POPULAÇÃO E FALINDO O SISTEMA DE SAÚDE DE OSASCO

18/03/2019

Por Marcelo Neves

É do conhecimento de todos a real situação calamitosa que se encontra a Saúde Pública no Município de Osasco, principalmente para aqueles que dependem quase que diariamente de cuidados médicos e uso constante de remédios.

Hoje, se fizermos um levantamento minucioso e bem detalhado (um raio-X) da saúde Municipal de Osasco, desde que as terceirizadas assumiram a administração do Hospital Central Antônio Giglio, das UPAs e outras unidades de saúde no município, inclusive o Hospital Regional do Governo do Estado, poderemos verificar que a população perdeu muito em qualidade no atendimento e isso contribuiu muito com muitas mortes por negligência médica, falta de remédios, falta de leitos básicos e UTI, falta de higiene hospitalar, falta de ambulâncias e falta de corpo clinico especializado.

Todos os dias, sem exceção, inúmeros relatos circulam pelas redes sociais denunciando os descasos públicos na Saúde Municipal. Agora, o Ministério Público fez o prefeito Rogério Lins assinar dois TACs ( Termo de ajuste de Conduta) nos hospitais Antônio Giglio e no Amador Aguiar e as entidades de classes como a dos médicos, enfermeiros, técnicos de Radiologia e outros, também resolveram denunciar em Órgãos como o Ministério do Trabalho e Ministério Público os esquemas por trás de cada OS (terceirizada) que presta serviços administrando quase todas as unidades de saúde do município, as denúncias vão da falta de pagamento de salários que chega há 5 meses de atraso e outros benefícios, cabide de empregos para parentes de políticos, até médicos trabalhando sem contrato e sem garantias de futuro.

Veja alguns links e documentos que dão ênfase a esta matéria:

Presidente do SIMESP (Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo) sobre as faltas de condições de trabalhos e a paralisação dos Médicos no dia 04/02/19, ele reafirmou que teve sim a paralisação, porém não total por ética da classe médica.

Imagens dos protocolos avisando sobre a paralisação dos médicos no dia 04/02/19 

Carta de denúncia do Médico que era o Cirurgião Chefe do Hospital Antônio Giglio antes da paralisação dos médicos do hospital do dia 04/02 e que o prefeito o substituir quando ficou por uma semana no hospital.  

ENTRAMOS EM CONTATO COM O SINTTARESP (Sindicato dos Tecnólogos, Técnicos e Aux. em Radiologia no Estado de São Paulo) que denunciou novas irregularidades no contrato da prefeitura de Osasco e OS, tivemos a seguinte resposta:

"Prezado Marcelo, boa tarde.

Além de termos levado as denúncias ao conhecimento do vereador Tinha Di Ferreira, que protocolou, através de ofício, o pedido de término de contrato entre a Prefeitura de Osasco e a 'OS', também protocolamos três documentos junto ao Ministério do Trabalho e Emprego.

1) Pedido de Fiscalização MTE - Protocolo 46257.000213/2019-49

PREFEITURA MUNICIPAL DE OSASCO / Unidade Tomadora: HOSPITAL MUNICIPAL ANTONIO GIGLIO / Terceirizada: ALPHA IMAGEM DIAGNOSTICOS SERVIÇOS DE RADIOLOGIA LTDA.

2) Pedido de Fiscalização MTE - Protocolo 46257.000212/2019-02

PREFEITURA MUNICIPAL DE OSASCO / Unidade Tomadora: UPA JARDIM CONCEIÇÃO / Unidade Tomadora: UPA VICENTE MISSIANO / Unidade Tomadora: UPA VILA MENCK / Unidade Tomadora: RM SCAN SERVIÇOS MEDICOS LTDA

3) Pedido de Fiscalização MTE - Protocolo 46257.000214/2019-93

PREFEITURA MUNICIPAL DE OSASCO / Unidade Tomadora: PRONTO SOCORRO JD D'ABRIL / Unidade Tomadora: POLICLINICA DR JOAO DOMINGOS CORREA / Terceirizada: ONE LAUDOS DIAGNOSTICOS MEDICOS LTDA.

Att., Departamento de Comunicação"

Suposto esquema denunciado na página do Sindicato. Veja a imagem.

Veja neste link as denúncias que estão na página do Sindicato:

Algumas OSs que estão atuando no município respondem processos em cidades que já passaram. Os relatos em redes sociais são de pessoas que trabalharam para elas e não foram indenizadas após demissão. As OSs no Município não tem independência financeira, isso é outro grande agravante para se ter uma administração que realmente olhe pelos interesses do povo, pois as indicações delas para se estar no município se tornam caras para seus mantenedores, os "tributos" que elas tem que pagar para pessoas de influência no Governo e na Câmara Municipal deixam os investimentos essenciais que poderiam ser destinados em benefício do povo de lado e até esquecidos, estes "tributos" vão de vantagens financeiras até contratação de pessoas indicadas com grandes salários e empresas de parentes e de apadrinhados políticos.

No último dia (26/02) em uma Audiência Pública de prestação de contas da Saúde na Câmara Municipal, o médico, vereador e ex-presidente da Câmara, Dr. Lindoso, o mesmo que no ano passado (2018), falou em seção na Câmara que iria "jogar merda no ventilador", parece que agora ele resolveu jogar, ao entrar em conflito com outro vereador da base aliada do governo fez perguntas com tom de denúncias relatando supostos esquemas e crimes por parte da administração pública ao contratar estas OSs e terceirizadas em Regime Emergencial, pagas por indenizatório, colocando em dúvida as reais intenções do governo. Veja o vídeo: 

A situação das terceirizadas no município, e nesta matéria estamos falando apenas da Saúde Municipal, mas tem as da Educação, de Obras, do Lixo e outras (Osasco, um verdadeiro paraíso das terceirizadas) é igual a uma Cardiopatia Isquêmica que está acabando aos poucos com a Saúde dos munícipes e hoje é o maior problema para o Prefeito Rogério Lins atravessar antes das eleições de 2020 quando ele vem para a sua reeleição.

Nova OS que assumiu o Hospital Antônio Giglio no dia 28/02/2019

Um caso recente e que nos deixa com muitas perguntas é a contratação da OS Associação Irmandade da Santa Casa de Pacaembu, ela foi contratada no dia 28/02 em regime emergencial para administrar o Hospital Antônio Giglio no valor de mais de 51 milhões por 180 dias para cobrir apenas o período para o município poder licitar uma nova OS para o hospital, só que para o espanto de todos, no último dia (14/03), ela demitiu do nada e sem aviso prévio mais de 300 funcionários que estavam trabalhando no hospital e deixando os setores do hospital descobertos, em COLETIVA DE IMPRENSA no dia 04/02, quando o prefeito Rogério Lins ficou por uma semana de plantão no hospital, ele garantiu a estabilidade dos funcionários durante este período de transição de 120 dias que depois viraram estes 180 com esta OS nova.

Agora ficam as perguntas:

  • Quais os critérios usados pelo prefeito e sua equipe para contratar esta OS?
  • O prefeito sabia ou foi pego de surpresa quanto à esta demissão em massa no hospital?
  • A OS pode demitir tantos trabalhadores assim? Como fica o andamento dos trabalhos no hospital?
  • As pessoas demitidas terão seus direitos respeitados por tempo de trabalho prestado à prefeitura de Osasco?
  • A OS já tem profissionais qualificados para a recolocação, ela ainda irá fazer chamamento de seleção ou ficará sem estes profissionais neste período de 180 dias?

Dos 21 vereadores na cidade, apenas 2 estão denunciando as 224 mortes no município nos últimos 60 dias, falta de remédios, falta de médicos, adiamentos de cirurgias e exames, setores do hospital fechados e outros sem condições de trabalho, inclusive a UTI que esta sem ar condicionado. E outros problemas que deixam em risco a saúde dos munícipes que dependem do atendimento da rede pública de saúde. 

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