SINDICATO DOS MÉDICOS DENUNCIA. Após troca de organização social, população sofre com suspensão de atendimentos no Hospital Antônio Giglio em Osasco

22/03/2019

Por Marcelo Neves

O hospital virou assunto esta semana na Câmara Municipal onde denúncias sobre demissões em massa de funcionários de vários setores do hospital foi motivo de bate boca entre vereadores que não enxergam problemas no hospital e outros que não cansam de mostrar os erros e problemas

VEJA O QUE O SIMESP (SINDICATO DOS MÉDICOS DE SÃO PAULO) PUBLICOU EM SUA PÁGINA DO FACEBOOK ONTEM (21).

A organização social Instituto Social Saúde Resgate à Vida (ISSRV) deixou a gestão do Hospital Municipal Antônio Giglio (HMAG) no dia 6 de março, dando lugar à OS Santa Casa de Pacaembu. Desde então, o hospital tem demitido médicos e demais profissionais, o que desfalca o quadro de funcionários, impactando na diminuição de atendimentos. De acordo com denúncias recebidas pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), mesmo com a troca da administração do hospital, os médicos continuam sem qualquer vínculo empregatício e não há resposta sobre o calote deixado pelo ISSRV, que não pagou o salário de dezembro dos profissionais.

Eder Gatti, presidente do Simesp, explica que a população tem sido diretamente prejudicada com as demissões. "Procedimentos cirúrgicos e endoscopias foram suspensos por falta de equipes. Uma cirurgia agendada para o dia 16 de março foi cancelada porque parte da equipe havia sido demitida durante o plantão no dia anterior", conta.

"Orientamos os médicos a não trabalharem para entidades que fraudam as relações de trabalho como a ISSRV e a prefeitura de Osasco, pois há grande risco de calote", enfatiza Eder. O Simesp já encaminhou a situação do HMAG para o Ministério Público do Trabalho (MPT) e aguarda uma posição do órgão.

Os profissionais do HMAG foram quarteirizados pela ISSRV (contratados por empresa que prestava serviço à OS), trabalham sem vínculo empregatício e os salários dos médicos continuam atrasados, o que levou os profissionais a paralisar os serviços não emergenciais em fevereiro. Com a troca de gestão, médicos de diferentes setores foram demitidos e não recontratados, os salários continuam atrasados e a promessa de normalização dos pagamentos não é formalizada.

O prefeito de Osasco, Rogério Lins, por sua vez não agiu para normalizar a situação ou se propôs a dialogar com os funcionários, durante a paralisação dos serviços ou agora, na troca de gestão do hospital. Mas trabalhou efetivamente para tentar desmobilizar a greve, negou que houvesse paralisação e prometeu normalizar os pagamentos. Dois meses depois, a promessa ainda não foi cumprida.

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