Presidente do Sindicato dos Médicos desmente Rogério Lins e afirma que paralisação não é Fake News

04/02/2019

Por Marcelo Neves

O prefeito de Osasco, Rogério Lins, tenta esconder de toda forma a paralisação que esta ocorrendo no hospital se aproveitando do respeito que os médicos estão tendo com a população em manter um atendimento emergencial e além disso, esconde irregularidades gravíssimas que o sindicato apurou e está denunciando. Assista o vídeo e na sequência leia a nota oficial do presidente do sindicato.

Nota oficial do presidente do SIMESP:

Sem receber os salários de dezembro e sem qualquer vínculo empregatício, os médicos do Hospital Municipal Antônio Giglio (HMAG), de Osasco, decidiram paralisar os atendimentos desde a manhã de hoje, dia 4 de fevereiro. Em respeito à população e ao Código de Ética Médica, os profissionais mantiveram os atendimentos de urgência e emergência, não realizando uma paralisação completa do serviço. De acordo com os próprios médicos do hospital, as cirurgias eletivas não estão sendo realizadas e apenas um médico está atuando na escala.
"Estamos preocupados com a vida das pessoas, não queremos que haja desassistência. O Hospital Antônio Giglio recebe grande parte dos pacientes vindos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e queremos garantir que os casos graves tenham atendimento, mesmo em um momento tão difícil para os médicos que estão sem salário", explica Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).
Os profissionais, que atuam sem vínculo de trabalho, apenas recebiam seus pagamentos por depósito bancário, sem saber exatamente de onde esse dinheiro era originário. "Os médicos sabem que recebem de alguém, mas desconhecem a origem da empresa e a relação com o hospital. Tendo em vista as informações, acabamos nos questionando se existe um esquema de caixa dois e corrupção na cidade. Quem pagaria a conta é a população", finaliza Gatti.
Em 1º de fevereiro, o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Eder Gatti, esteve em reunião apenas com a administração do hospital, sem qualquer participação do prefeito, Rogério Lins, ou qualquer membro da administração pública. O objetivo do encontro foi intermediar as negociações e garantir que os problemas que os médicos enfrentam sejam sanados.
Na ocasião, a OS propôs que os pagamentos de dezembro fossem realizados apenas em 15 de fevereiro, o que os médicos não aceitaram. "O ISSRV pediu que os médicos confiassem em sua palavra, mas essa confiança já foi perdida há muito tempo".
Nesta segunda pela manhã, o prefeito Rogério Lins disse que essa era uma Fake News, mas infelizmente não é.

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