Servidores Públicos do município de São Paulo estão em greve

11/02/2019

Marcelo Neves

Foto: Funcionários em manifestação no Hospital do Servidor Público Municipal

Servidores públicos municipais estão em greve pela revogação da Lei 17.020/18 (antigo PL621), que institui a reforma da previdência municipal. A paralisação teve início no dia 4 de fevereiro, sem previsão de término.

Em assembleia unificada durante o ato, os servidores decidiram manter a greve, e realizar nova manifestação nesta quarta-feira, dia 13/02 às 14 horas em frente a Prefeitura de São Paulo.

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Além de aumentar a alíquota dos trabalhadores de 11% para 14%, a nova Lei cria o Sampaprev, um plano complementar que enfraquecerá o Instituto de Previdência Municipal de São Paulo (Iprem), segregando os fundos de quem já é servidor e aposentado dos que se aposentarão futuramente.

Foto: Funcionários em manifestação no Hospital do Servidor Público Municipal

A mobilização é pela revogação da reforma da Previdência, aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo em 26 de dezembro do ano passado e sancionada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) no dia seguinte. Os servidores também pedem revisão salarial de 10% e valorização do serviço público. Os servidores novos não terão mais direito à aposentadoria integral - o teto será o mesmo do setor privado, pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Quem ganhar mais de R$ 5,6 mil e quiser manter esses valores quando se aposentar terá de contribuir para um regime previdenciário complementar, recolhendo de 1% a 7% a mais de seus vencimentos. Aí, poderá ganhar o mesmo que os funcionários da ativa.

A Prefeitura de São Paulo autorizou a convocação de professores temporários a partir de 11 de fevereiro, para escolas que estão sem aulas. A chamada de temporários ocorre em meio à greve dos servidores municipais na cidade. 

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Segundo a Prefeitura, serão chamados prioritariamente os professores aprovados no último concurso público, de 2016. A prefeitura calcula que 144 escolas não funcionaram na sexta-feira 08/02, de um total de 3,5 mil unidades na capital paulista.

Nas demais áreas da administração, diz a Prefeitura, 2% das unidades e serviços ficaram paralisados. "Nenhuma unidade de saúde esteve fechada", informou a Prefeitura em um comunicado na sexta-feira.

A redação do Portal A Rede de Notícias tem recebido fotos e relatos dos servidores municipais, confira as imagens a seguir:

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