PROGRAMA MAIS MÉDICOS TEM TODAS AS VAGAS PREENCHIDAS POR BRASILEIROS E QUEBRA AFIRMAÇÕES DA ÉPOCA PELO GOVERNO QUE DIZIA QUE MÉDICOS NÃO ACEITAVAM TRABALHAR NOS EXTREMOS DO BRASIL

14/02/2019

Por Marcelo Neves

Segundo o Ministério da Saúde, não deve ser feita nova chamada para profissionais estrangeiros

O Ministério da Saúde informou na manhã desta quarta-feira que as 1.397 vagas do Programa Mais Médicos que estavam disponíveis para profissionais brasileiros com diploma estrangeiro foram preenchidas. Com isso, todas as vagas do programa foram destinadas a médicos brasileiros.

Após a saída dos médicos cubanos no programa, em novembro do ano passado, 8.517 vagas foram oferecidas. Segundo o ministério, não deve haver chamada para profissionais de outros países para o programa.

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A lista com as vagas remanescentes em 667 localidades foi publicada hoje no site do programa. Os 3.822 candidatos aptos tinham até às 18h, de quinta-feira, para escolherem as cidades de atuação. No entanto, todas as vagas foram ocupadas antes das 9h desta quarta.

Será divulgada no dia 19 de fevereiro a lista completa dos profissionais alocados em cada localidade. Os médicos brasileiros formados no exterior terão entre os dias 19 e 22 de fevereiro para se apresentarem nos municípios.

O Programa Mais Médicos foi criado em agosto de 2013, no governo de Dilma Rousseff, para ampliar a cobertura médica no interior do país, onde supostamente, o governo petista alegava que médicos brasileiros não queriam atuar, porém, o programa acabou chegando até municípios ricos onde tinham receita municipal para se ter médicos brasileiros por serem "atraentes".

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A saída dos médicos cubanos que trabalhavam no programa, se deu em razão das divergências entre o governo de Cuba e o presidente Jair Bolsonaro. Em novembro de 2018, o presidente recém-eleito, Jair Bolsonaro se posicionou: "Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou", escreveu.

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