ORGANIZAÇÃO SOCIAL DENUNCIADA POR VEREADOR DEVIDO O EXCESSO DE MORTES NO HOSPITAL CENTRAL ANTÔNIO GIGLIO ASSUMIRÁ ADMINISTRAÇÃO DAS UPAS DE OSASCO

06/10/2019

Por Marcelo Neves

Mesmo com várias denúncias do Vereador Tinha di Ferreira devido as inúmeras mortes em excesso, diversas postagens em redes sociais feitas por munícipes diante do que sofreram no atendimento, e até mesmo, na última semana o Jornalismo do SBT ter vindo até o Hospital Antônio Giglio para mostrar mais denúncias de descasos em que pessoas não estão conseguindo fazer cirurgias, passar por médicos especialistas, fazer exames emergenciais e até procedimentos básicos, o Prefeito Rogério Lins (Podemos) na última sexta-feira (4), autorizou em regime emergencial a contratação desta Organização Social Irmandade da Santa Casa de Pacaembu para também administrar as únicas três UPAs (Unidades de Pronto atendimento), Vila Menck, Centro e Conceição, do Município, pelos próximos 180 dias no valor de 21 milhões.

No IOMO (Imprensa Oficial do Município de Osasco) da última sexta-feira 04/10, um dos atos do prefeito divulgado foi esta contratação, segundo o despacho, a contratação emergencial se dá devido à rescisão antecipada dos atuais contratos firmados com Instituto Social Saúde Resgate à Vida, o mesmo instituto que também administrava o Hospital Antônio Giglio e que teve seu contrato rescindido no mês 02/2019, para a entrada da atual O.S. Irmandade da Santa Casa de Pacaembu também em regime emergencial no valor de 51 milhões que ficaria em um período de 180 dias, já vencidos no último mês de setembro, que agora assumirá as UPAs.

Os números de mortes apresentados pelo vereador são assustadores, no início deste ano de 2019, ele apresentou uma Moção de Repúdio pelas quase 400 mortes em 60 dias na rede pública de saúde, neste último mês de setembro ele usou todas as vezes que subiu na plenária em dias de sessões da Câmara Municipal para denunciar mais 250 mortes em 90 dias, todas no Hospital Antônio Giglio, ele ainda relata que só no mês de julho quando o prefeito ficou "hospedado" por 15 dias devido o acidente com a fogueira onde ele e a sua esposa sofreram queimaduras em partes do corpo, morreram mais de 100 pessoas.

Esta O.S em questão, assim que assumiu a administração do Hospital, como seu primeiro ato fez uma demissão em massa, seriam demitidos 400 funcionários, entre eles, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, pessoal de apoio nos setores, técnicos e até médicos, porém com a intervenção de apenas três vereadores que foram contra, a O.S cancelou as demissões chegando aos quase 300 funcionários, segundo informações vindas de dentro do hospital, feitas por profissionais, estas demissões afetaram diretamente o atendimento aos paciente, pois as alas hospitalares acabaram ficando com 1 (uma) enfermeira para atendimento à 10 (dez) pacientes internados, isso também forçou alguns profissionais ter que ultrapassar sua carga de jornada de trabalho mensal.

Talvez, estas demissões em massa e mortes estejam ligadas a uma reforma que foi feita no hospital exigida pelo Ministério Público onde o prefeito Rogério Lins no mês de dezembro de 2018 assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para não responder Ação Civil Pública imediata na época, o TAC era para ajustes na administração, zeladoria (reformas e adequações das estruturas de atendimento, internações e UTIs), remédios e outros nos hospitais Central Antônio Giglio e Maternidade Amador Aguiar. Reformas e demissões que podem ter contribuído diretamente para este excesso de mortes neste período de contrato emergencial da O.S Irmandade da Santa Casa de Pacaembu que acabou economizando em mão de obra para o atendimento ao público para usar os valores destes salários que seriam pagos nesta reforma.

A Redação abre espaço para a entidade e o poder público aqui citados se manifestarem sobre os assuntos aqui tratados.

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