HOJE COMPLETA 2 ANOS DA OPERAÇÃO CAÇA-FANTASMAS EM OSASCO

06/12/2018

Por Marcelo Neves

No dia 06 de dezembro de 2016, o Ministério Público do Estado de São Paulo deflagrou mais uma fase da operação Caça-Fantasmas, em Osasco, na Grande São Paulo. A Justiça determinou a prisão do prefeito eleito de Osasco, a época ainda vereador, Rogério Lins (PTN/PODEMOS). Além dele, foram expedidos mandados de prisão contra outros 13 vereadores da cidade.

No total, foram expedidos 14 mandados de prisão contra vereadores de Osasco. Além de Rogério Lins (PTN/PODEMOS), tiverem prisão decretada outro vereador do PTN/PODEMOS e vereadores dos partidos PT do B (2), PSDB (2), PEN (1), PDT (1), PROS (1), PT (1), PSD (1), PTB (1), PRB (1) e PC do B (1).

A operação coordenada pelo promotor de Justiça Gustavo Albano estima que o esquema desviou R$ 21 milhões dos cofres públicos em um esquema de contratação de funcionários fantasmas e de reterem para si, 50% dos salários de assessores na Câmara Municipal.

Rogério Lins (PTN/PODEMOS) não foi localizado pela polícia no dia da ação por estar fora do país, foi detido dias depois ao desembarcar no Brasil e encaminhado para a Penitenciária do Tremembé onde os outros vereadores já estavam presos. Onze vereadores da cidade foram presos, a vereadora Andrea Capriotti, estava internada e não chegou a ficar presa e a vereadora Karen Gaspar, ficou foragida.

Segundo promotores, os vereadores contratavam apadrinhados, que não trabalhavam, mas recebiam como funcionários. Em troca, os parlamentares ficavam com parte dos salários dos funcionários fantasmas. A operação foi deflagrada em agosto de 2015 com o objetivo de desestruturar o esquema de captação de dinheiro de parte do salário dos assessores dos vereadores.

Desde o início da operação, 73 mandados de busca foram cumpridos. A denúncia foi oferecida na época contra 217 pessoas, entre vereadores, assessores e fantasmas. Mais de 200 pessoas foram afastadas de seus cargos cautelarmente pela Justiça, a pedido do Ministério Público de São Paulo.

Rogério Lins (PTN) foi eleito prefeito de Osasco (SP) com 218.779 votos (61,21%). O prefeito na época, Jorge Lapas (PDT), teve 138.625 votos (ou 38,79%). Com relação aos vereadores, seis deles foram reeleitos, sendo eles: Alex da Academia, Batista Comunidade, De Paula, Jair Assaf, Josias da Juco e Toniolo.

Os vereadores e o prefeito eleito Rogério Lins foram soltos após acordo de pagamento de fiança de 300 mil reais.

Hoje, os vereadores reeleitos e réus do processo estão atuando sem impedimento algum.

Vários assessores que entraram nesta lista de supostos fantasmas e de estarem no esquema com os vereadores, hoje, estão com cargos comissionados e até secretários nomeados pelo atual prefeito e réu no processo. Lembrando que, os mesmos haviam sido afastados dos seus cargos na Câmara Municipal.

O vereador De Paula se tornou o presidente municipal do PSDB/Osasco tendo como seu vice outro réu do processo, o ex-vereador e médico Dr. André Sacco. De Paula assumiu o lugar no partido do ex-prefeito Celso Giglio.

Em uma reunião solicitada pela promotoria com a imprensa local nesta quarta-feira (05/12), o promotor do caso, Dr. Gustavo Albano, foi questionado sobre o andamento do processo, ele respondeu que não é o promotor criminal do caso, mas que o Processo Criminal está em fase final e o Processo das Ações Públicas esta na fase intermediária. Segundo o promotor, é provável que os bens de todos, sem exceção foram bloqueados na área de improbidade, finalizou dizendo que provavelmente em 2 ou 3 meses saiam as sentenças criminais.