ENTIDADE PREVISTA PARA ASSUMIR ADMINISTRAÇÃO DO HOSPITAL ANTÔNIO GIGLIO EM REGIME EMERGENCIAL ESTA ENVOLVIDA EM ESCÂNDALOS E É MOTIVO DE DESCONFIANÇA NOS MUNICÍPIOS QUE ATUA

28/02/2019

Por Marcelo Neves

Chegou a redação do Portal A Rede de Notícias que a OSS Associação Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu assumirá a partir da meia noite de hoje (28/02) a administração do Hospital Central Antônio Giglio em "regime emergencial". A informação foi nos passada através de fonte confiável, porém, obviamente, só teremos certeza se caso a informação vier a se concretizar. Caso venha acontecer, iremos fazer toda a apuração de maneira minuciosa e saber quais os critérios que o prefeito Rogério Lins utilizou para a escolha, mesmo que "emergencial".

Segundo um prévio levantamento que fizemos, verificamos que esta entidade responde processos e estamos monitorando o andamento dos mesmos através do site Escavador. A entidade também esteve envolvida na CPI das OSS da ALESP (comissão parlamentar de inquérito instaurada para apurar irregularidades e ilegalidades de entidades que prestam serviços de saúde no estado).

A OS Associação Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu possui ligações com o médico anestesista Cleudson Garcia Montali, ex-diretor da DRS II (Diretoria Regional de Saúde de Araçatuba) e acusado pelo Ministério Público, de favorecimento a parentes e amigos em contratos de prestação de serviços para o AME de Araçatuba na ordem de R$ 3,9 milhões. O MP-SP pede a condenação por improbidade administrativa. Montali também possui fortes ligações com a Santa Casa de Misericórdia de Birigui, que atualmente gerencia o Pronto Socorro do município de Penápolis - com contrato anual de mais de R$ 11 milhões de reais. O contrato de cogestão está sendo questionado na justiça local.

Segundo o site Ataques aos cofres públicos, a inexpressiva experiência em gestão de saúde pública e a qualidade técnica da OS é colocada em dúvida. Vereadores de Sorocaba, por exemplo, questionaram a escolha da mesma entidade para comandar o AME da Cidade, considerado um dos maiores do Estado. O vereador Engenheiro José Francisco Martinez de Sorocaba observou, ainda, que a entidade estava sendo alvo de investigação na "Operação Sanctorum", deflagrada pela Polícia Civil, que apurava esquema de desvio de verbas parlamentares destinadas à saúde. De acordo com as investigações, os criminosos desviavam dinheiro das emendas parlamentares por meio do superfaturamento na compra de produtos e equipamentos.

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A atual OSS que administra o Hospital Central Antônio Giglio também entrou desta maneira, de forma emergencial e depois através de licitação conseguiu permanecer. No entanto, por motivos de irregularidades e por falta no cumprimento contratual com médicos e demais funcionários, o prefeito não teve escolha e foi obrigado a não renovar o contrato e inclusive, abrir uma nova licitação que segundo informado pelo mesmo em coletiva de imprensa seria realizado em até 120 dias. Sendo assim, parece estranho a contratação emergencial de outra OS mesmo que sendo por apenas 120 dias.

No dia 04 de fevereiro, o prefeito realizou uma coletiva de imprensa dentro do Hospital Central Antônio Giglio após sindicato dos médicos declarar paralisação das atividades por falta de contratos de trabalho, pagamentos atrasados e condições de trabalho adequadas. "Nesta semana faremos uma avaliação de toda a situação do hospital para elaborar um plano de ação, mas nenhuma atividade será suspensa. Em até 120 dias queremos fazer a transição para a outra organização social. Técnicos da Prefeitura farão um levantamento sobre as condições do hospital para definir quais medidas serão tomadas", disse Rogério Lins na ocasião em que também resolveu levar por uma semana seu gabinete para dentro do hospital.

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O contrato com o Instituto Social Saúde Resgate à Vida, atual OS que administra o hospital, terminaria em 6 de março e a Prefeitura manifestou interesse pelo rompimento da parceria. "Era algo que já estávamos pensando. Agora, vamos abrir uma nova licitação", completa Lins.

O Portal esta a disposição para que a administração municipal se manifeste quanto a esta notícia, e se a notícia proceder, por qual motivo a população ainda não foi informada quanto a esta decisão, já que os últimos noticiários deixou a população apreensiva e em duvida quanto ao andamento dos serviços prestados no hospital.

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