Austrália vive a maior onda de incêndios florestais da história do país

06/01/2020

Mais de 12 milhões de acres queimaram até agora, uma área maior que a Suíça, e os danos devem piorar apenas nas condições extremamente áridas que permitem que os incêndios se espalhem. Os incêndios também são tão quentes e tão grandes que eles estão criando seus próprios padrões climáticos, o que pode piorar as condições.

Desde o início da temporada de incêndios, mais de 1,3 mil casas foram reduzidas a cinzas e 5,5 milhões de hectares foram destruídos.

Os incêndios que vêm devastando a Austrália mataram 480 milhões de animais desde setembro, incluindo mamíferos, pássaros e répteis, segundo ecologistas da Universidade de Sydney.

Os coalas são os que mais têm sofrido e quase um terço da população da espécie morreu em Nova Gales do Sul, na costa leste, habitat natural dos bichos. Isso acontece porque eles se movem de forma mais lenta e só comem folhas de árvores de eucalipto, que são cobertas por óleo, o que as torna extremamente inflamáveis.

Em Nova Gales, os incêndios já devastaram 3,6 milhões de hectares, o que representa 70% de toda a área queimada no país.

A chefe do governo estadual, Gladys Berejiklian, declarou estado de emergência com duração de sete dias para permitir a retirada forçada de pessoas a partir de sexta-feira 02/01.

Desde o início da temporada de incêndios, em setembro, esta é a terceira vez que é declarado um estado de emergência em Nova Gales do Sul, o estado mais populoso da Austrália.

"Não tomamos esse tipo de decisão de ânimo leve, mas queremos garantir que são tomadas todas as medidas necessárias para nos prepararmos para o que pode ser um sábado horrível", explicou Berejiklian.

A declaração foi feita pouco depois de os bombeiros de Nova Gales do Sul terem pedido aos turistas para saírem de uma área costeira de 200 km de extensão, que abrange a cidade de Batemans Bay (a cerca de 300 km ao sul de Sydney) e se estende até o sul do estado de Victoria.

(Agência Brasil e AFP)