ATAQUE NA ESCOLA EM SUZANO NÃO É CASO ISOLADO. RELEMBRE OUTROS CASOS NO BRASIL

14/03/2019

Por Marcelo Neves

Ataques em escolas não são comuns no Brasil, mas há registros de 08 casos nos últimos 17 anos, além do cometido nesta 4ª feira (13) na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano.

Em Suzano, 8 pessoas morreram, além dos 2 atiradores, que se mataram após cometer o crime na manhã desta 4ª. Guilherme matou o comparsa e depois se matou. Os 2 eram ex-alunos do colégio.

Os atiradores são Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Henrique de Castro, de 25 anos. Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, os 2 são ex-alunos da escola. A motivação do crime não foi confirmada.

Foram mortos: Jorge Antônio Moraes, dono de uma locadora de carros perto da escola; 5 alunos; e duas funcionárias da escola.

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Relembre outros casos que vitimaram estudantes, professores e funcionários de escolas, em ordem cronológica:

ATAQUE EM SALVADOR

Em 22 de outubro de 2002, 1 aluno de 17 anos atirou contra duas colegas de classe da escola particular Sigma, localizada no bairro Jaguaribe, em Salvador (BA).

Ele foi convencido pelo irmão mais velho a se entregar para a polícia enquanto ameaçava tirar a própria vida na quadra do colégio.

ATENTADO NO INTERIOR DE SÃO PAULO

Em 23 de janeiro de 2003, Edmar Aparecido Freitas, 18 anos, realizou 1 ataque a tiros na Escola Estadual Coronel Benedito Ortiz, em Taiúva, interior de São Paulo. Ele portava 1 revólver calibre 38 e 1 punhal.

Investigações apontaram que ele sofria bullying quando era aluno da escola.

No ataque, 5 alunos, 1 caseiro, uma zeladora e uma professora da instituição ficaram feridos. Um dos estudantes atingidos ficou paraplégico.

MASSACRE EM REALENGO

No dia 7 de abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, matou 12 adolescentes de 13 a 16 anos em ataque a tiros na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. Outras 12 pessoas ficaram feridas.

Wellington se matou em seguida, com 1 tiro na cabeça

O atirador era ex-aluno da escola. Deixou uma carta em que explicava que sofreu bullying quando estudava na instituição.

ATAQUE EM SÃO CAETANO DO SUL

Em 22 de setembro de 2011, o filho de 1 guarda-municipal, 1 estudante de 10 anos, atirou contra uma professora na escola municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo.

O estudante usou 1 revólver calibre 38. Atirou contra a própria cabeça e morreu em seguida, no hospital. A docente sobreviveu.

TIROS EM ESCOLA DE JOÃO PESSOA

Em 11 de abril de 2012, 2 adolescentes, de 16 e 13 anos, invadiram a escola estadual Enéas Carvalho no Centro de Santa Rita, na Grande João Pessoa. Um deles atirou 6 vezes contra os alunos.

O alvo da dupla era 1 adolescente de 15 anos. Outras duas vítimas foram atingidas por estarem próximas ao estudante. Todos sobreviveram.

Ainda de acordo com a direção da Enéas Carvalho, 1 outro incidente envolvendo arma de fogo nas dependências da escola foi registrado, em maio de 2011. Um estudante estava revoltado com a demora do serviço de merenda. Atirou duas vezes para o alto com a intenção de intimidar diretores e funcionários.

VIGIA ATEA FOGO EM ALUNOS

No dia 5 de outubro de 2017, o vigia de uma creche municipal de Janaúba, no Norte de Minas Gerais, Damião Soares Santos, de 50 anos, jogou gasolina no próprio corpo e em crianças e em seguida ateou fogo.

O crime resultou na morte de 7 crianças de 4 anos e uma professora, Helley Abreu Batista, de 43 anos.

O assassino morreu horas depois do crime. Ficou em estado gravíssimo após ter 100% do corpo queimado.

ATAQUE EM GOIÂNIA

Em 20 de outubro de 2017, 1 adolescente de 14 anos, aluno do 8º ano do Colégio Goyazes e filho de policiais militares, levou para a escola a pistola ponto 40 da mãe e disparou contra os colegas.

Dois estudantes foram mortos e outros 4 ficaram feridos. Segundo colegas, o assassino sofria bullying.

O estudante foi apreendido e foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame de corpo delito e seguiu para a Depai (Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais).

SALA ATACADA NO PARANÁ

Em 28 de setembro de 2018, 2 adolescentes entraram no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no Paraná, e atacaram colegas de classe. Eles eram menores de idade e estudavam no colégio.

No ataque, 2 alunos foram atingidos por disparos, 1 deles ficou em estado grave, mas sobreviveu.

Ao serem presos, 1 dos estudantes estava armado com armade. fogo e outro portava uma faca.

Fonte: Poder360

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